São Paulo, 22 de janeiro de 2026 – O governador de Minas Gerais e pré-candidato a presidente, Romeu Zema (Novo), afirmou nesta quinta-feira (22) que a atenção primária será sua prioridade, caso chegue ao Palácio do Planalto, e defendeu a criação de um exame nacional para aferir a qualidade dos médicos recém-formados, projeto apelidado de “OAB dos médicos”: “Sou um entusiasta de toda avaliação que mostre a proficiência de alguém”. Zema foi o primeiro convidado do “Diálogos da Saúde”, promovido pelo SindHosp (Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo), na sede da instituição.
“Quando se fala de saúde, isso (o exame para certificar qualidade profissional) é mais importante ainda. O médico ruim pode matar”, justificou o governador.
O governador afirmou que tratará a atenção primária como prioridade, caso vença a eleição. “Temos que atacar a doença no início, antes de o problema se agravar”, disse, citando realizações de seu governo em Minas. “É com a atenção primária que você consegue prevenir, detectar precocemente qualquer problema e muitas vezes tratá-lo antes que se agrave”, defendeu Zema.
Mediado pelo presidente do SindHosp e da Fesaúde (federação que representa a mesma categoria), Francisco Balestrin, o ‘Diálogos da Saúde’ reafirma o compromisso das duas entidades de jogar luz sobre os grandes desafios nacionais para a próximas eleições, que será realizada em outubro. “A série é uma ferramenta essencial para garantir que as demandas do ecossistema de saúde — que envolvem desde a gestão hospitalar até a inovação tecnológica — sejam ouvidas, conhecidas pela sociedade e integradas aos planos de governo”, destacou Balestrin.
Taxa de juros
Em outro momento da conversa, Romeu Zema disse ver espaço para a queda dos juros básicos. Ele comparou o país a um carro que anda com o freio de mão puxado. “O Brasil não comporta mais impostos. Em Minas, fizemos ajustes sem aumentar impostos. O Brasil é um país que vive com o freio de mão puxado. Nós poderíamos crescer muito mais”, afirmou.
“A conversa com o governador Zema foi extremamente produtiva. O evento reforça a vocação do SindHosp e da Fesaúde como espaços qualificados e equilibrados de debate sobre os temas mais relevantes para o Brasil. Estamos esperando os demais pré-candidatos”, sintetizou Balestrin, à frente do SindHosp e da FESAÚDE.
Direita unida
Antes do evento, Romeu Zema respondeu perguntas da imprensa. Na ocasião, ele rechaçou a possibilidade de a proliferação de pré-candidatos da direita e centro-direita promover rachas entre os principais nomes deste campo ideológico. Hoje, além do chefe do Executivo mineiro, são cogitados para a disputa ao Planalto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e os governadores de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil); Paraná, Ratinho Júnior (PSD) e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD). “Todos estaremos unidos contra a esquerda. Estaremos todos juntos no segundo turno”, resumiu.
O pré-candidato do Novo deu início à sequência de diálogos. O próximo candidato a participar do evento será o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), em fevereiro. “Nossa iniciativa visa a colocar a saúde no centro da agenda eleitoral, proporcionando um espaço técnico e qualificado para que as lideranças políticas apresentem suas propostas para o país. Buscamos, com essa iniciativa, aprofundar discussões críticas sobre políticas públicas prioritárias para o Brasil”, concluiu Balestrin.
‘Compromissos inegociáveis’
Esta é a terceira eleição em que os candidatos são convidados para apresentar suas propostas em debates na sede do SindHosp. O objetivo é, ao fim do ciclo com os pré-candidatos de 2026, o SindHosp apresentar aos postulantes à Presidência um documento com cinco compromissos inegociáveis, para inclusão em suas agendas de governo.





