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Encarecimento do prato feito: saiba como Redes Cozinhas da Prefeitura de São Paulo levam pratos gratuitos por toda a cidade

Segundo levantamento da Faculdade do Comércio de São Paulo, o almoço fora de casa salta para R$ 30, custeando mais de R$ 600 por mês no bolso do trabalhador; pessoas de baixa renda podem almoçar gratuitamente pelo programa da Prefeitura.

São Paulo, maio de 2026 — Diante do aumento do preço do prato feito em restaurantes e estabelecimentos gastronômicos na cidade, que salta para o custo médio de R$ 30, a Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Executiva de Segurança Alimentar e Nutricional e de Abastecimento (SESANA), oferece mais de 41 mil refeições por dia, de segunda a sábado, em mais de 109 pontos de alimentação espalhados pela cidade, destinadas a munícipes que sofrem de insegurança alimentar.

 

O registro do encarecimento do prato foi diagnosticado pelo Índice Prato Feito (IPF), administrado pela Faculdade do Comércio de São Paulo (FAC-SP), da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), que ainda pondera: para um trabalhador que come fora nos cinco dias da semana, o montante dos gastos chega a R$ 605 mensais apenas com uma refeição, valor correspondente a 37% do salário mínimo, atualmente em R$1.621. Foram 359 preços computados em estabelecimentos comerciais de 48 municípios.

 

Agravamento que assusta em regiões periféricas de São Paulo: o I Inquérito sobre a Situação Alimentar no Município de São Paulo, publicado em 2024/2025, mostra que 50,5% dos domicílios entrevistados pela pesquisa, cerca de 3.300 pessoas ouvidas em nove áreas diferentes, informaram sofrer com insegurança alimentar dentro de casa. Desses, 12,5% relataram situação de insegurança alimentar grave, ou seja, presença de fome atingindo as famílias. A pesquisa foi articulada pelo Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional de São Paulo (COMUSAN-SP), junto ao Observatório de Segurança Alimentar e Nutricional da Cidade de São Paulo (OBSANPA) e a pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e da Universidade Federal do ABC (UFABC).

 

Visando cidadãos de baixa renda ou em situação de vulnerabilidade, a Prefeitura de São Paulo/SESANA implementou os programas Rede Cozinha Escola e Cidadã, criados em 2022 e 2020, respectivamente, que, juntos, oferecem 41 mil refeições por dia, no mínimo, cujos pratos seguem um cardápio diferente toda semana e é desenvolvido por uma rede de nutricionistas especializadas da SESANA.

 

Enquanto o Rede Cozinha Escola possui 65 restaurantes credenciados e mantém, como essência, a dignidade de sentar e comer no próprio estabelecimento, oferecendo estrutura com mesas, cadeiras, ventiladores, banheiros e televisão; o Rede Cozinha Cidadã é pensada para difundir a refeição onde os pontos não chegam, com 75 restaurantes vinculados e 44 pontos oficiais de distribuição de pratos.

 

Em 2025, durante toda a vigência do ano, foram servidas mais de 15,3 milhões de refeições pelos dois programas, e contribuiu para que mais de 12,6 mil pessoas garantissem um emprego, de forma direta ou indireta. 2026 não desacompanha: até o primeiro trimestre completo do ano, foram 1,9 milhão de pratos feitos nas unidades do RCE, e 1,3 milhão de refeições pelo RCC.

 

“Comer é um direito humano, e não uma regalia. A atuação da SESANA, por meio destes dois programas, é garantir que a alimentação, ainda por cima saudável e nutritiva, esteja, sim, no dia a dia das pessoas, mesmo que em situações precárias de convivência”, disse Vitor Arruda, secretário de Segurança Alimentar e Nutricional e de Abastecimento de São Paulo.

 

Vitor relembra o feito alcançado pela Prefeitura de São Paulo como detentora do maior programa municipal de segurança alimentar do planeta, graças a um conjunto de esforços responsáveis por comprovar a destinação de mais de 900 toneladas de alimentos pela cidade e pelos milhões de pratos oferecidos gratuitamente: “As pessoas precisam saber que, em São Paulo, temos políticas públicas eficientes que olham e acolhem quem passa fome. Temos mais de 5.500 cestas básicas entregues por dia pelo programa Cidade Solidária; sete unidades do Armazém Solidário, que ofertam produtos alimentícios, de higiene, limpeza, perfumaria e para o seu pet, com descontos de até 30% a 50%. É toda uma cadeia de programas que se conversam para manter o apoio do Poder Público para quem mais precisa”, finaliza o executivo.

 

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São Paulo possui o maior programa de Segurança Alimentar do planeta, segundo o Guinness.

Em dezembro de 2025, a cidade de São Paulo foi reconhecida internacionalmente pela GUINNESS WORLD RECORDS™ como detentora do maior programa municipal de segurança alimentar do planeta. Foram distribuídas mais de 933 toneladas de alimento em 24 horas, e a municipalidade alcançou um número superior a 3 milhões de refeições gratuitas por dia, contando com entregas de refeições prontas, produtos in natura e cestas básicas a pessoas de baixa renda.

Acesse todos os programas de segurança alimentar da Prefeitura de São Paulo clicando aqui.

 

Conheça mais sobre a SESANA

A Secretaria Executiva de Segurança Alimentar e Nutricional e de Abastecimento (SESANA) da Prefeitura de São Paulo desenvolve e administra políticas públicas voltadas à alimentação de famílias de baixa renda ou em situação de vulnerabilidade social. Além disso, realiza capacitação profissional de agentes para práticas alimentares, por meio de atividades educativas, oficinas culinárias e cursos de qualificação. A pasta encabeça programas circulares, como o Rede Cozinha Cidadã (RCC), que distribui 200 refeições por dia; 65 pontos da Rede Cozinha Escola (RCE), que disponibilizam 400 pratos diários; e as sete unidades do Armazém Solidário, mercados públicos para inscritos no CadÚnico que ofertam itens com até 50% de desconto. Com cerca de 200 equipamentos públicos municipais, a SESANA administra também o Banco de Alimentos voltado ao combate ao desperdício, Mercados e Sacolões Municipais, Feiras Livres e Centrais de Abastecimento Leste e Pari; além do Programa Cidade Solidária com a destinação de cestas básicas.

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