São Paulo, maio de 2026 — Hospitais da região Sul avançam no uso de inteligência artificial para enfrentar um desafio recorrente na saúde: transformar o grande volume de informações registradas em prontuários em dados organizados e úteis para a tomada de decisão. Por meio da tecnologia da iHealth, instituições do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná já estruturaram mais de 23 milhões de notas clínicas, ampliando a capacidade de análise sobre a jornada dos pacientes e apoiando o recrutamento para estudos de pesquisa clínica.
Entre as instituições que utilizam a solução estão o Hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre, que reúne 351.327 pacientes e 6.243.971 notas clínicas; o Hospital Divina, da Rede de Saúde da Divina Providência, com atuação em cinco instituições, 87.374 pacientes e 687.326 notas clínicas; e a UOPECCAN, rede hospitalar do Paraná com unidades em Cascavel, Umuarama e Medianeira, que soma 237.508 pacientes e 3.029.599 notas clínicas.
A iniciativa ocorre em um cenário em que hospitais ainda lidam com baixa integração entre sistemas, dificuldade de interoperabilidade e grande volume de informações registradas em texto livre. Na prática, dados relevantes sobre histórico, condutas, riscos, desfechos e evolução dos pacientes muitas vezes ficam dispersos nos prontuários, o que dificulta análises mais completas e torna parte dos processos dependente de leitura manual.
A iHealth atua nesse ponto ao utilizar inteligência artificial e processamento de linguagem natural para transformar registros clínicos não estruturados em informações organizadas. Com isso, hospitais conseguem ampliar a leitura sobre a jornada assistencial, qualificar bases de dados e apoiar tanto a gestão clínica quanto a pesquisa.
Segundo Angelo Orru Neto, CEO da iHealth e DoctorAssistant Group, a adoção da tecnologia por hospitais do Sul mostra uma mudança na forma como as instituições lidam com dados clínicos.
“Estamos liderando um movimento de transformar registros clínicos de textos livres em informação estruturada, capaz de apoiar a localização de pacientes que podem se beneficiar da participação em estudos de pesquisa clínica. Isso garante acesso a possibilidades de exames ou tratamentos que ainda não estão disponíveis no SUS ou na saúde suplementar”, afirma.
No caso das instituições parceiras da região, o volume processado mostra o potencial da tecnologia em hospitais de diferentes portes e perfis. Somadas, as bases das 16 instituições, em 11 cidades dos três estados, representam mais de 1 milhão de pacientes e mais de 23 milhões de notas clínicas.
Para a UOPECCAN, a inteligência artificial tem papel estratégico no fortalecimento da pesquisa clínica e na ampliação da capacidade da instituição de participar de estudos mais complexos e colaborativos.
“Na UOPECCAN, a inteligência artificial tem um papel estratégico no fortalecimento da pesquisa clínica. Utilizamos essa tecnologia para realizar análises próprias, desenvolver estudos retrospectivos com maior precisão e aprimorar a seleção de pacientes para nossos protocolos. Além disso, a ferramenta contribui para posicionar a instituição como um centro mais preparado e competitivo na participação em estudos clínicos, ampliando oportunidades de colaboração com outras instituições. Para nós, trata-se de uma tecnologia essencial para impulsionar a inovação, expandir a pesquisa e qualificar ainda mais os resultados em saúde”, afirma Aline Bobato Lara Gongora, médica oncologista clínica e diretora da pesquisa clínica na UOPECCAN.
Para o setor, a estruturação desses dados representa um passo importante para tornar a gestão hospitalar mais precisa. Ao organizar informações antes dispersas em prontuários, a tecnologia permite identificar padrões, acompanhar indicadores e apoiar uma visão mais integrada do cuidado, reduzindo a dependência de processos manuais ou de sistemas fragmentados.
Além do impacto operacional para a pesquisa clínica, a adoção da solução reforça o papel da região Sul na incorporação de tecnologias aplicadas à saúde. Com hospitais de referência no Rio Grande do Sul e no Paraná utilizando inteligência artificial para qualificar dados clínicos, o movimento aponta para uma tendência de modernização da gestão hospitalar e de maior uso de informação estruturada na tomada de decisão.
Atualmente, a iHealth conta com 19 redes hospitalares parceiras, mais de 40 instituições cadastradas e presença em todas as regiões do país, consolidando sua atuação na aplicação de inteligência artificial para estruturação de dados clínicos e modernização da gestão em saúde no Brasil.
Sobre iHealth
A iHealth atua na transformação de dados clínicos em inteligência aplicada à saúde. A empresa utiliza inteligência artificial para processar grandes volumes de informações assistenciais, estruturando dados e gerando relatórios que apoiam hospitais, indústria farmacêutica e centros de pesquisa em ações estratégicas relacionadas à gestão do cuidado, geração de evidências, identificação de perfis clínicos e desenvolvimento de soluções analíticas para o setor.
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