Enquanto as engrenagens das máquinas públicas estadual e municipal já operam em rotação máxima visando 2026, um fenômeno estatístico chama a atenção na última rodada de pesquisas (RealTime1/Perspectiva e Comunidados): a resiliência e o crescimento orgânico de Marcelo Ramos. Com 21% das intenções de voto para o Senado, Ramos não apenas sobrevive ao “massacre” de exposição dos seus adversários, mas se posiciona como o fiel da balança e o protagonista absoluto do campo progressista no estado.

- A MATEMÁTICA DO CRESCIMENTO ORGÂNICO
A análise que fiz, observando Marcelo Ramos tem um critério cirúrgico ao apontar o valor desses 21%. Em termos de marketing político, existe uma métrica chamada “Eficiência de Exposição”. Enquanto Wilson Lima, Eduardo Braga e Capitão Alberto Neto possuem mandatos ativos e canais institucionais de promoção, Ramos pontua na casa dos dois dígitos sem o uso de recursos públicos.
O “Voto de Opinião”: Esses 21% representam um eleitorado consolidado e convicto, que não depende de “pisar na cidade” para ser ativado. É o voto da narrativa, da trajetória parlamentar e da identidade política.
Potencial de teto: Se Ramos atinge esse patamar no “silêncio” da pré-campanha, o início da propaganda eleitoral gratuita e a entrada do apoio explícito do Governo Federal (Lula) tendem a criar uma curva de ascensão que pode ultrapassar os nomes que hoje lideram, mas que já estão próximos de seu teto de exposição.
- O TRUNFO DA REJEIÇÃO: O CAMINHO PARA A VITÓRIA
Na ciência política, a rejeição é o dado mais importante para prever o segundo turno ou a escolha da segunda vaga ao Senado. Marcelo Ramos destaca um ponto vital: sua rejeição é menor que a de seus principais concorrentes diretos (Wilson, Braga e Alberto Neto).
“No Senado, onde o eleitor tem dois votos, ser a ‘segunda opção’ de muitos é tão importante quanto ser a primeira de alguns.”
O fato de Ramos ser o terceiro no segundo voto indica que ele é o candidato de consenso. Ele transita entre diferentes nichos, capturando o eleitor que rejeita os extremos ou as gestões atuais, mas que busca experiência legislativa comprovada — algo que ele carrega de sua passagem pela vice-presidência da Câmara dos Deputados.
- INTERIORIZAÇÃO E MANAUS: O EQUILÍBRIO NECESSÁRIO
Os dados da pesquisa Comunidados revelam uma capilaridade silenciosa:
Em Manaus: O ganho de espaço na capital mostra que o discurso urbano e de defesa da Zona Franca continua sendo o seu forte.
No Interior: Fazer 15% de média sem realizar caravanas é um indicativo de que o nome “Marcelo Ramos” possui recall (lembrança) histórico. Para o campo progressista, isso é ouro, pois permite uma estratégia de campanha focada em “conversão” e não apenas em “apresentação”.
- O ÚNICO REPRESENTANTE DO CAMPO PROGRESSISTA
A configuração do cenário atual mostra uma direita e uma centro-direita fragmentadas entre o grupo do Governador e o grupo do Prefeito de Manaus. Marcelo Ramos, ao contrário, navega sozinho na raia da esquerda/campo progressista.
Concentração de Votos: Enquanto os votos conservadores se dividem entre 3 ou 4 nomes fortes, Ramos concentra o voto ideológico e lulista, o que garante a ele uma base de largada extremamente sólida para garantir uma das duas vagas.
CONCLUSÃO ESTRATÉGICA
Meu olhar analítico não é meramente otimista; ele é realista e científico. Analisar números de quem você tem apreço é sempre delicado e perigoso, mas estes dias são outros dias e nos dias de hoje as “regras morais são outras réguas.” Por tanto, aqui por dentro do jogo podemos identificar que a “guerra das máquinas” está gerando um desgaste natural nos nomes que detêm o poder, enquanto sua imagem se preserva e se fortalece na base da comunicação direta (“nossas vozes”).
Se a tendência de baixa rejeição se mantiver e o cruzamento de dados continuar mostrando Ramos como a segunda opção predileta de quem vota nos líderes, ele entra em 2026 não como um azarão, mas como o favorito para ocupar uma das cadeiras no Senado Federal pelo Amazonas.
Por Rafael Medeiros | TREZZE Comunicação Integrada.





