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“Tratei o vestibular com estratégia e equilíbrio”: estudante de São Paulo conquista 1º lugar em federais e aprovação na USP

O estudante alcançou 967,7 pontos em Matemática no Enem, reforçando uma jornada marcada por excelência acadêmica contínua

Com 1º lugar em dois cursos concorridos de universidades federais, aprovação na USP e 967,7 pontos em Matemática no Enem, o estudante Marcelo Zhang, do Colégio Marista Glória (SP), prova que alto desempenho não vem de fórmulas mágicas. A trajetória foi construída com rotina, análise de erros, horas de estudo e equilíbrio mental.

“Raramente havia um dia em que eu não estudava”, resume o estudante. A frase revela disciplina, mas não conta tudo. Ao mesmo tempo em que mantinha uma rotina intensa de preparação, Marcelo também preservava momentos diários de descanso. Assistia anime, lia mangá, jogava e mantinha a mente ativa fora dos livros. O descanso fazia parte do plano de aprendizado.

“Nos dias de aula, eu estudava de duas a quatro horas em casa. Nos dias livres, podia chegar a seis. Eu priorizava o que ainda não sabia bem e preferia estudar por exercícios em vez de videoaulas. Buscava questões mais difíceis e variadas, que treinassem minha flexibilidade de raciocínio durante a prova.”

Ao longo dos anos, ele passou a encarar o vestibular como um esporte de alto rendimento. A lógica era clara: treino diário, repetição e estratégia. A base da execução envolvia simulados cronometrados, resolução de provas antigas e revisão constante dos próprios erros. Mais do que acumular conteúdo, Marcelo buscava entender seu padrão de raciocínio e ajustar a forma de estudar conforme o estilo de cada exame.

O resultado desse processo apareceu de forma expressiva nas seleções. Marcelo conquistou 1º lugar geral em Medicina na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), 1º lugar geral em Ciência da Computação na Universidade Federal do Paraná (UFPR), aprovação em Ciência da Computação na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), além de aprovação na Universidade de São Paulo (USP) e vaga no Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA Tech), programa de excelência em Matemática e Tecnologia.

No Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), ele alcançou 967,7 pontos em Matemática. “Eu já tinha ido muito bem antes e queria manter o desempenho. Fiquei muito feliz quando vi a nota”, afirma.

Na semana das provas, o preparo ia além do domínio do conteúdo. Ele já sabia por onde começar cada prova, quais tipos de questão priorizar e até que assuntos poderiam ser deixados de lado. “Saber a matéria é importante, mas saber como fazer a prova faz muita diferença”, explica.

Mesmo com a aprovação em um curso tão concorrido quanto Medicina, o estudante fez uma escolha alinhada ao próprio perfil. Vai cursar Ciência da Computação na USP. “Sempre gostei de tecnologia e de resolver problemas. Tive dúvidas ao longo do tempo, mas hoje tenho certeza da escolha.”

A afinidade com as áreas de exatas surgiu cedo, ainda no Ensino Fundamental, quando se destacou em competições de Matemática. Mas, segundo ele, o talento não substitui a construção. Com o tempo, a rotina virou hábito, e estudar deixou de ser um “peso” no cotidiano do jovem.

Além disso, o estudante acumula conquistas ao longo de seu histórico escolar. Em 2025, ainda na 3ª série do Ensino Médio, participou da fase de treinamento internacional da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), representando o Marista Brasil. No ano anterior, integrou a equipe que desenvolveu a Esteira Sensitiva, projeto criado nas aulas de STEAM e Ciências da Natureza para automatizar a separação de resíduos metálicos e não metálicos, premiado na categoria Engenharia Avançada no Festival Marista de Robótica.

Ao longo de oito anos no Colégio Marista Glória, Marcelo encontrou suporte acadêmico e emocional. “O ensino me levou a outro nível em várias disciplinas. As orientações sobre vestibular e o apoio dos professores, principalmente de Física e Matemática, fizeram diferença para eu fazer as provas com mais tranquilidade.”

O professor Nilson de Araújo, que leciona Matemática na unidade, acompanhou de perto a caminhada do aluno e reforça que o resultado vai além da habilidade natural. “Eu sempre digo aos meus alunos que esse momento conduzido com disciplina, engajamento e boa gestão é mais poderoso do que a facilidade de aprender. O resultado depende muito mais do cuidado com o que se faz do que do talento.”

Segundo ele, o estudante sempre demonstrou postura diferenciada, inclusive fora da sala de aula tradicional. Ele integrou o GERD (Grupo de Estudos, Reflexão e Difusão da Matemática), iniciativa do colégio voltada ao aprofundamento da disciplina em nível avançado e à troca de conhecimento entre os alunos. No grupo, Marcelo não buscava apenas ampliar o que já sabia, mas também colaborar com os colegas, compartilhando metodologias e resoluções. A experiência reforçou a visão de que aprender é um processo coletivo e contínuo.

“Quando falamos de atividades extracurriculares, o Marcelo sempre esteve muito envolvido. Ele nunca se acomodou com o que já sabia, sempre teve humildade para rever conteúdos e disposição para o novo. Esse olhar atento e essa abertura para novas perspectivas fazem toda a diferença”, revela.

Nilson também lembra um episódio marcante. “Uma vez ele errou uma questão de probabilidade. Em vez de ignorar, veio me perguntar qual o melhor livro para estudar o tema. Pegou o material, fez todos os exercícios e, na prova seguinte, teve ótimo desempenho. Isso mostra disciplina e compromisso com o próprio desenvolvimento de aprendizagem.”
Para o professor, o principal ensinamento do percurso de Zhang é claro. “Quando o estudante cuida do processo, se dedica com constância e mantém a mente aberta para aprender, o resultado sempre cresce.”

Zhang dá dicas de como se preparar

O estudante Marcelo Zhang reforça que resultados de excelência vem de um método aplicado com consistência. Ao unir disciplina, estratégia e maturidade emocional, ele mostra que o verdadeiro diferencial está em cuidar do processo todos os dias, inclusive, quando ninguém está olhando.

Confira algumas dicas:
Construa bem a base: não adianta focar só em uma matéria e abandonar as outras;

Use simulados com tática: ajudam a ganhar tempo e definir a ordem da prova;

Treine provas antigas: cada avaliação tem um estilo diferente;

Cuide do emocional: fazer a prova com calma faz tanta diferença quanto saber o conteúdo;

Crie rotina desde cedo: constância é mais importante que intensidade pontual, comece na 1ª série do Ensino Médio ou se prepare desde o primeiro mês do ano de vestibular.

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