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São Paulo teve o maior carnaval de sua história, com 17,3 milhões de foliões, R$ 4 bilhões em impacto econômico e 55 mil empregos

Com os grandes circuitos lotados de foliões e elogios de artistas que subiram nos trios, o Carnaval de Rua de São Paulo se consolida mais uma vez como uma festa democrática que levou para as ruas milhares de fãs de todos os ritmos. De acordo com o Observatório do Turismo, a festa reuniu 17,3 milhões de pessoas nos blocos de rua e no Sambódromo do Anhembi, movimentou R$ 4 bilhões na economia da capital e gerou 55 mil empregos diretos e indiretos, consolidando-se como a maior edição já realizada na cidade.

Os dias de folia se consolidaram com resultados positivos de público e na atuação integrada da Prefeitura nas áreas de limpeza, segurança, reciclagem, saúde, mobilidade, acessibilidade e atendimento ao turista, não só nos blocos, mas também no Sambódromo do Anhembi.

Sem registro de incidentes graves, o Carnaval de Rua tomou os bairros em todas as regiões da cidade. Artistas como Pedro Sampaio e Léo Santana, que desfilaram no domingo (22) no Circuito do Ibirapuera, demonstraram ao vivo sua alegria de participar do Carnaval de São Paulo. “É um sonho realizado… uma multidão… poder estar em São Paulo, num trio elétrico… é surreal”, disse Pedro Sampaio. Antes dele, Léo Santana, que também havia levado uma multidão para o circuito, deixou o recado: “Prefeitura de São Paulo, obrigado. Ano que vem tem mais”.

Confira os principais dados a respeito da festa na cidade:

Ao longo de oito dias de operação — incluindo pré e pós-Carnaval — a Prefeitura estruturou ações articuladas nas áreas de segurança, limpeza urbana, reciclagem, saúde, mobilidade, acessibilidade e atendimento ao turista, garantindo infraestrutura compatível com a dimensão do evento.

Público
A estimativa de 17,3 milhões de foliões considera os blocos de rua distribuídos por todas as regiões da cidade e o público do Sambódromo do Anhembi, de acordo com o Observatório do Turismo.

Os grandes circuitos registraram lotação máxima, com destaque para o Ibirapuera e megablocos que reuniram multidões. Artistas como Pedro Sampaio e Léo Santana elogiaram publicamente a organização da festa e a estrutura oferecida na capital.

Sem registro de incidentes graves, o Carnaval ocupou os bairros de forma descentralizada, reforçando seu caráter democrático e plural.

Somente no Anhembi, cerca de 350 mil pessoas acompanharam os ensaios e desfiles das 32 escolas dos grupos Especial, Acesso I e Acesso II. Mais de 64 mil componentes passaram pela avenida.

Impacto econômico
O Carnaval movimentou R$ 4 bilhões na economia paulistana, beneficiando diretamente setores como hotelaria, bares e restaurantes, transporte, comércio ambulante, turismo, serviços e cadeia produtiva do samba.

A geração de renda se distribuiu por todas as regiões da cidade, especialmente nas áreas com maior concentração de blocos e no entorno do Sambódromo do Anhembi, consolidando o evento como um dos principais vetores econômicos do calendário paulistano.

Geração de empregos
Foram criados 55 mil empregos diretos e indiretos, abrangendo trabalhadores da cadeia cultural, equipes técnicas, segurança, limpeza, saúde, transporte, produção, montagem de estruturas, comércio e serviços.

O volume reforça o papel do Carnaval como política pública de desenvolvimento econômico, com impacto significativo na geração de renda temporária e na dinamização do mercado de trabalho.

Turismo
De acordo com levantamento do Observatório do Turismo, realizado com 3.028 foliões ao longo do pré, durante e pós-Carnaval, 98,5% do público aprovaram os investimentos da Prefeitura em infraestrutura e a atuação integrada em áreas como segurança, saúde e direitos humanos. A pesquisa aponta ainda crescimento consistente na presença de turistas nacionais e internacionais, aumento no tempo médio de permanência e elevação expressiva do gasto médio em todos os períodos da festa, em comparação com 2025.

No pré-Carnaval, o número médio de pernoites subiu 81% e o gasto médio, 42,7%; durante o Carnaval, o gasto médio individual cresceu 26,9%, com alta de 32% entre turistas; e, no pós-Carnaval, o gasto médio avançou 70,9%. O levantamento também registra ampliação e renovação do público, com aumento significativo de participantes de outros estados e países e elevados índices de recomendação e defesa da continuidade do apoio público ao evento.

Reciclagem e Limpeza Urbana
Foram coletadas no carnaval 143,81 toneladas de materiais recicláveis.

No circuito do Ibirapuera, uma ação inédita com 200 catadores cadastrados resultou na retirada de 31,48 toneladas de recicláveis. A iniciativa foi realizada em parceria com a Ambev, Ecourbis e Associação Nacional dos Catadores, com remuneração média diária de R$ 250 aos trabalhadores.

No Sambódromo do Anhembi, a Cooperativa Central Tietê coletou 77 toneladas de recicláveis — aumento de 45,28% em relação a 2025 (53 toneladas) e de 108,11% em comparação com 2024 (37 toneladas), mais que dobrando o volume triado em dois anos.

Além disso, 737 toneladas de resíduos foram removidas das vias após os desfiles. A operação contou com 3.623 agentes de limpeza atuando diariamente e aplicação de 9.360 litros de desinfetante. O tempo médio de liberação das ruas foi de aproximadamente uma hora após a passagem dos blocos.

Segurança 
A Secretaria Municipal de Segurança Urbana registrou 33 ocorrências atendidas pela Guarda Civil Metropolitana (GCM). Ao todo, 56 pessoas foram conduzidas aos Distritos Policiais e 17 foram presas — oito delas com apoio do reconhecimento facial do Smart Sampa. Entre as capturas estão condenados por estupro na Bahia (com penas de seis e nove anos), por tráfico de drogas (cinco anos e um ano e sete meses) e um condenado a mais de 20 anos por homicídio, recapturado no Centro da capital. A operação contou com 6.464 agentes da GCM (20% a mais que em 2025), 1.884 viaturas, 40 mil câmeras do Smart Sampa — sendo 482 nos circuitos dos blocos e 62 no Sambódromo —, além de 23 drones, Smart Bus e Smart Dog.

Saúde
Com 80 postos médicos montados por toda a cidade, além de 95 ambulâncias (20 delas com UTI), a Prefeitura registrou 3.336 atendimentos nos postos médicos e ambulâncias durante os oito dias de Carnaval. Do total, 62 pacientes precisaram ser removidos para hospitais e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), o que representa taxa de transferência de 1,86%. Entre médicos e enfermeiros, a Prefeitura disponibilizou 960 profissionais de saúde para atendimento em todas as regiões, além de 1.920 bombeiros civis. Como retaguarda, 34 UPAs, AMAs e hospitais municipais da rede operaram normalmente. Os postos funcionaram com desfibriladores, salas de emergência climatizadas e monitoramento em tempo real pela Sala de Situação da Secretaria Municipal da Saúde.

Mobilidade
Durante as três edições do Domingão Tarifa Zero no período carnavalesco, 8,1 milhões de passageiros foram transportados gratuitamente. O site especial da SPTrans registrou 95 mil visualizações desde o pré-carnaval, crescimento de 85% em relação a 2025. Nos cinco dias de operação especial para os desfiles das escolas de samba no Anhembi, o serviço municipal de transporte que fez a ligação entre o Metrô e o Sambódromo realizou 1.035 viagens nas duas linhas de ônibus dedicadas ao evento e outras 92 viagens por meio das vans do Atende+, garantindo acessibilidade ao público com mobilidade reduzida.

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