Dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) mostram que 5.927 celulares foram bloqueados por roubo ou perda no Distrito Federal entre janeiro e abril de 2023. Em média, 49 aparelhos têm o sinal interrompido diariamente pela agência aqui no DF. Especialistas explicam que, de acordo com dados técnicos, os celulares são os itens mais visados por criminosos nos casos de furto e roubo.
Em todo o Brasil, a agência realizou um milhão de bloqueios em 2022. No Distrito Federal, foram 20.979 no mesmo período. De acordo com Rafael Reis, coordenador da gerência de planejamento e regulamentação da Anatel, o pedido para qualquer bloqueio é feito pelas delegacias parceiras do projeto, como é o caso do DF, ou pelas operadoras telefônicas.
Com esse passo, o aparelho fica impossibilitado de se conectar às redes das operadoras. “Uma vez que ele não está mais funcionando, o aparelho perde o valor na hora de revender”, explica. Contudo, Reis explica que, mesmo após a operação, o celular ainda pode se conectar a redes Wi-Fi.
Segundo o especialista em segurança pública e pesquisador do Grupo Candango de Criminologia, Welliton Caixeta Maciel, vários aspectos tornam os aparelhos atrativos no mercado ilegal. Grupos especializados nesse tipo de crime visam a demanda de aparelhos furtados ou roubados por valores abaixo do mercado.
