sábado, fevereiro 14, 2026
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Ministério lança primeira cartilha para consumo de alimentos tradicionais indígenas por pacientes acolhidos nas Casai

O Ministério da Saúde lançou nesta segunda-feira (9/02) a primeira cartilha sobre alimentação adequada e saudável para indígenas acolhidos nas Casas de Apoio à Saúde Indígena (CASAI). O guia, que tem o objetivo de instruir os profissionais de saúde indígena que atuam nesses espaços, apresenta diretrizes para a organização do cuidado alimentar e a promoção da alimentação adequada, respeitando aspectos culturais de cada etnia para fortalecer a vigilância alimentar e nutricional e oferecer cuidado integral aos indígenas em tratamento fora de seus territórios.

Intitulado “Promoção da Alimentação Adequada e Saudável nas Casas de Apoio à Saúde Indígena”, o documento tem linguagem didática, orientadora e será utilizado em estratégias de educação em saúde com os pacientes indígenas, uma vez que contém orientações sobre os riscos dos alimentos ultraprocessados e os seus impactos no desenvolvimento e crescimento infantil, por exemplo. A cartilha também aborda temas como: bebidas com alto teor de açucares e a substituição de alimentos com aditivos químicos por opções naturais e saudáveis.

Em todo o país, as Casai já consideravam os chamados alimentos tradicionais – pratos e produtos ligados a cultura de uma região, usando ingredientes locais e métodos de produção passados por gerações – e a alimentação saudável como componente terapêutico do cuidado em saúde para os pacientes acolhidos. Mas, pela primeira vez, as orientações foram organizadas em uma cartilha que orientará a vigilância alimentar e nutricional em todas as Casai dos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI).

Segundo a diretora do Departamento de Atenção Primária a Saúde Indígenas da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), Putira Sacuena, o cuidado alimentar está diretamente associado à melhora do quadro do paciente e pode ser um fator determinante para a sua recuperação.

“A organização do cuidado alimentar nas CASAI contribui diretamente para a prevenção de agravos nutricionais ao garantir que a alimentação seja planejada, acompanhada e integrada ao cuidado em saúde. Quando as refeições são organizadas de forma regular, equilibrada e adequada às necessidades individuais, é possível manter ou recuperar o estado nutricional, evitando a perda de peso, a piora de quadros de desnutrição e outras condições relacionadas à alimentação”, afirmou.

A diretora acrescenta que as técnicas e os modos de preparo das refeições respeitam os significados culturais da alimentação no contexto indígena com o objetivo de favorecer a aceitação das refeições e reduzir recusas alimentares, além de contribuir para a ingestão adequada de alimentos.

A Casai é um estabelecimento de saúde essencial dentro do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS). Nas unidades, os indígenas deslocados das aldeias para os centros urbanos para atendimento na rede referenciada do SUS são acolhidos sem renunciar hábitos naturais e nutricionais.

No Brasil, existem 70 Casai localizadas em cidades referência para os territórios indígenas, no contexto de atendimento de média e alta complexidade médica. Duas delas são consideradas estabelecimentos nacionais, por terem capacidade de acolher indígenas de todo o país e estão localizadas em São Paulo e Brasília.

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