Neste ano de 2026, a Jornada Nacional de Luta das Mulheres Sem Terra acontece entre os dias 8 e 12 de março, com atividades que mobilizarão as mulheres Sem Terra dos acampamentos e assentamentos de todo o país. Com o lema, “Reforma Agrária Popular: enfrentar as violências, ocupar e organizar!”, os atos em nível nacional tem como foco denunciar a paralisação da Reforma Agrária pelo Estado brasileiro.
Lizandra Guedes, coordenadora nacional do setor de Gênero do MST, explica que o caráter da Jornada será de formação, organização e denúncia. Com a realização de “ações simbólicas que possibilitem o diálogo com a sociedade brasileira sobre a necessidade da Reforma Agrária Popular como pauta central”.
Além do tema central da luta pela terra, a coordenadora também enfatiza as atividades da data de 8 de março, Dia Internacional das Mulheres, como marco das mobilizações que reunirão as mulheres do campo e da cidade para exigir o combate ao feminicídio, o fim da escala 6X1, a igualdade salarial e valorização da Política Nacional do Cuidado; entre outras pautas importantes para as mulheres da classe trabalhadora organizada, que tem denunciado constantemente as violências estruturais do sistema capitalista, patriarcal e racista.
Segundo Lizandra, a construção dessa Jornada de Lutas das Mulheres é orientada por três frentes de luta: “a urgente necessidade de enfrentamento às violências nas mais variadas formas, entendendo que a sociedade emancipada pela qual se luta exige territórios livres de exploração e opressão; a luta pela terra como motor da organização, que massifica e materializa o projeto de vida digna que quer para o campo. Já na terceira frente aponta a necessidade de organização permanente para o fortalecimento dos territórios e a soberania dos povos, enfatiza a dirigente.
A Jornada também pauta a luta internacional contra as violências às mulheres e ataques de países imperialistas à soberania dos povos. “Nossa Jornada não poderia deixar de mencionar a luta e solidariedade internacional, as mulheres Sem Terra também defendem a soberania popular dos povos do mundo, exigindo o fim do sequestro do presidente da Venezuela Nicolás Maduro e da deputada Cília Flores, e o fim do bloqueio criminoso a Cuba, reafirmando que a luta por justiça social no campo brasileiro se conecta com as lutas de todos os povos da América Latina e do mundo”, afirma Margarida da Silva, da coordenação nacional do MST.
