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Por que as soft skills se tornaram decisivas na disputa pelas melhores vagas?

Reprodução internet

Com processos seletivos cada vez mais automatizados e triagens iniciais feitas por inteligência artificial, habilidades humanas voltaram a ocupar o centro das decisões de contratação. Em um mercado pressionado por volume de candidatos e excesso de currículos tecnicamente semelhantes, são competências como comunicação clara, pensamento crítico, adaptabilidade e inteligência emocional que continuam definindo quem avança nas seleções.

O Future of Jobs Report 2025, do World Economic Forum, indica que pensamento analítico, resiliência, liderança e aprendizagem contínua estão entre as competências mais demandadas globalmente até 2030. O estudo aponta que, à medida que tarefas operacionais se tornam automatizadas, cresce a valorização de atributos ligados à tomada de decisão, colaboração e gestão de pessoas em ambientes complexos.

Na prática, essa mudança tem alterado o peso dos critérios avaliados nos processos seletivos. Análises oficiais do LinkedIn mostram que a maioria dos recrutadores considera as soft skills tão relevantes quanto as competências técnicas.

Em mercados mais competitivos, essas habilidades funcionam como critério de desempate entre candidatos com formações e experiências semelhantes. “O currículo abre a conversa, mas raramente sustenta a decisão final. O que pesa é como o profissional se comunica, reage a desafios, recebe feedback e atua em equipe”, afirma Maria Vitória Salomão, especialista em Relações Internacionais e Gestão de RH.

Ex-tenista número um do Brasil, Maria Vitória construiu sua trajetória a partir da disciplina do esporte de alto rendimento. Após enfrentar duas lesões graves no ligamento cruzado anterior, que a afastaram temporariamente das quadras, atuou como assistente de seu treinador e desenvolveu competências em liderança, comunicação e gestão de talentos. Hoje, essa vivência se reflete na atuação em projetos estratégicos de recrutamento, operações de RH e employee experience.

Segundo ela, o esporte funciona como uma escola prática de soft skills. “A convivência com metas claras, pressão constante e feedback direto desenvolve resiliência, foco e senso de responsabilidade. Em processos de contratação, essas competências aparecem de forma muito concreta, especialmente em posições de liderança ou funções estratégicas”, explica.

O movimento também é observado no Brasil. Dados da PNAD Contínua, do IBGE, indicam que profissionais com maior escolaridade e competências socioemocionais apresentam maior estabilidade no emprego e mais facilidade de recolocação. Já estudos do McKinsey Global Institute apontam que empresas com equipes mais colaborativas e emocionalmente preparadas tendem a registrar ganhos consistentes de produtividade e retenção.

Para Maria Vitória, o principal desafio dos profissionais está em compreender que soft skills não são atributos subjetivos ou acessórios. “Elas podem ser desenvolvidas de forma intencional, com prática, autoconhecimento e exposição a desafios reais. Em um mercado cada vez mais técnico, são justamente essas habilidades humanas que sustentam carreiras de longo prazo”, afirma.

Diante da aceleração das mudanças no mundo do trabalho, a combinação entre preparo técnico e competências comportamentais segue como o diferencial mais sólido para quem busca consistência, relevância e crescimento profissional.

 

Sobre

Formada em Relações Internacionais e Gestão pela McKendree University, mestranda em Human Capital Management pela New York University e ex-tenista número 1 do Brasil, Maria Vitória Salomão tem trajetória guiada por disciplina e resiliência. Após enfrentar duas lesões graves no LCA, que a afastaram temporariamente das quadras, transformou a adversidade em propósito, atuando como assistente de seu treinador e desenvolvendo competências em liderança, comunicação e gestão de talentos. Com experiências em consultoria, M&A, people analytics e employee engagement, conduz e apoia projetos estratégicos de recrutamento, operações de RH e employee experience, incluindo processos de contratação corporativa em todos os níveis de organização, unindo a mentalidade competitiva do esporte à excelência operacional do universo de Recursos Humanos.

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