Com inscrições encerradas, professor de colégio de São Paulo orienta estudantes a estruturarem uma rotina de estudos consistente até a prova
Com o fim do período de inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026, a preparação para a prova entra em uma nova etapa. Para os estudantes que já garantiram a participação no exame, este é o momento de transformar a expectativa em planejamento, com uma rotina de estudos possível, consistente e bem organizada até os dias de prova.
Segundo Edson Facco, professor de produção textual e análise linguística do Colégio Marista Glória, em São Paulo, o período pós-inscrição deve ser usado para fazer um diagnóstico da rotina, identificar conteúdos que precisam de reforço e organizar um plano realista para os próximos meses. “A inscrição é apenas uma etapa do processo. A preparação exige constância, revisão, prática e atenção às dificuldades de cada estudante”, afirma.
Confira algumas orientações do professor:
- Use o prazo extra como ponto de partida
“O que foi prorrogado foi o prazo de inscrição, não a data da prova. Muitos estudantes acabam procrastinando, porque acreditam que ainda há muito tempo, mas este é justamente o momento de criar uma rotina consistente”, afirma Facco. A dica é identificar os conteúdos já dominados, reconhecer dificuldades e estabelecer metas semanais. - Monte um cronograma realista
Mais importante do que estudar muitas horas por dia é manter regularidade. O cronograma deve considerar aulas, avaliações, descanso e outras demandas. Para quem está na 3ª série do Ensino Médio, vale aproveitar os conteúdos trabalhados em sala como parte da revisão. “Duas horas de estudo concentrado costumam render mais do que cinco horas de estudo disperso”, orienta. - Divida o tempo entre revisão, questões e redação
Uma preparação equilibrada deve combinar revisão de conteúdos, resolução de exercícios e treino de redação. Assim, o estudante fortalece a base teórica, entende como os temas são cobrados e desenvolve a escrita argumentativa. - Analise os erros nas questões
Resolver exercícios é importante, mas apenas conferir o número de acertos não basta. O estudante precisa entender por que errou: se foi falta de conteúdo, interpretação equivocada, distração ou dificuldade com o enunciado. “Compreender o erro é o que permite corrigir dificuldades e melhorar o desempenho”, explica. - Não abandone as disciplinas mais difíceis
Como o Enem avalia diferentes áreas do conhecimento, é importante reservar tempo para reforçar os conteúdos mais frágeis, mesmo que em blocos menores e mais frequentes. A constância tende a ser mais eficiente do que tentar compensar o tempo perdido com rotinas muito pesadas. - Treine redação desde agora, com repertório e planejamento
A redação não deve ficar para as últimas semanas. Um bom desempenho depende de prática contínua, leitura, reescrita, construção de repertório e domínio da estrutura dissertativo-argumentativa. Mais do que decorar frases prontas, o estudante deve buscar referências que compreenda e saiba relacionar ao tema proposto.
Antes de escrever, também é essencial identificar o núcleo temático e planejar a proposta de intervenção que respeite os Direitos Humanos, conforme os critérios de avaliação da redação Enem. “A redação não é um talento reservado a poucos. É uma competência que pode ser aprendida e aprimorada com prática. Uma boa redação apresenta clareza, coerência e consistência argumentativa”, conclui Facco.
Organização e constância fazem a diferença
Com organização, constância e atenção às próprias dificuldades, a preparação deixa de ser apenas uma corrida contra o tempo e passa a ser um processo mais estratégico para o bom desempenho no vestibular.
Sobre Edson Facco
Edson Reinaldo Facco é doutor e mestre em Letras pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. É professor de Produção Textual e Análise Linguística do Colégio Marista Glória e tem experiência nas áreas de Língua Portuguesa, Linguística, Análise do Discurso, Gramática Textual, Leitura e Produção de Texto.
Saiba mais:
O Marista Glória faz parte da rede de colégios e escolas do Marista Brasil, que está presente em 20 estados brasileiros, atendendo cerca de 100 mil crianças, jovens e adultos em 97 unidades de ensino. Os estudantes recebem formação integral, composta pela tradição dos valores Maristas e pela excelência acadêmica alinhada aos desafios contemporâneos. Por meio de propostas pedagógicas diferenciadas, crianças e jovens desenvolvem conhecimento, pensamento crítico, autonomia e se tornam mais preparados para viver em uma sociedade em constante transformação. Saiba mais em: maristabrasil.org/.
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