domingo, outubro 4, 2026
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Dia do Dentista: profissionais podem receitar Mounjaro? E fazer botox?

Dúvidas geraram mais de 150 mil buscas no Google em meio a debates sobre os novos caminhos da Odontologia

(Crédito: iStock)

A resposta é sim, mas em situações específicas: a lei nº 5.081/1966 garante ao cirurgião-dentista a prescrição de medicamentos indicados em Odontologia. Com a nova indicação aprovada pela Anvisa, o dentista pode prescrever o Mounjaro quando o uso estiver relacionado à apneia obstrutiva do sono, dentro de sua área de atuação e desde que esteja devidamente capacitado.

Por outro lado, o profissional não pode prescrever o medicamento para emagrecimento, para o tratamento primário do diabetes tipo 2 ou fora da finalidade odontológica. A lógica vale também para o Ozempic: a popularidade da semaglutida para perda de peso não transforma o emagrecimento em uma indicação da Odontologia. 

“O interesse dos brasileiros acompanha uma área em evolução, que vem ampliando seu espaço no cuidado com a saúde. Por isso, a atualização constante, a ética e a evidência científica devem ser sempre a base de quem procura oferecer um atendimento de qualidade e seguro”, afirma o Diretor de Marketing da Dental Speed.

Lipo de papada, botox, rinoplastia: e quanto aos procedimentos estéticos na face?

No caso dos procedimentos estéticos, a resposta depende da formação do profissional. Em março de 2026, o CFO reconheceu a Cirurgia Estética Orofacial como especialidade odontológica. Com a mudança, a proibição de procedimentos como blefaroplastia e rinoplastia deixou de valer para os dentistas registrados como especialistas em Cirurgia Estética Orofacial, Harmonização Orofacial e Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial, nos limites de cada especialidade.

A harmonização orofacial, que inclui procedimentos como a aplicação de toxina botulínica, também esteve em evidência nos últimos meses. Em agosto, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) anulou a Resolução nº 198/2019, que reconheceu a área como especialidade odontológica, ao julgar um recurso apresentado por entidades médicas. O Conselho Federal de Odontologia (CFO) já anunciou que vai recorrer e esclareceu que, neste momento, não há mudança nas atribuições dos cirurgiões-dentistas, que podem realizar os procedimentos dentro de sua área de competência e dos limites da formação. 

Vale lembrar que a estética não é novidade na relação entre pacientes e dentistas. Outra pesquisa da Dental Speed com 500 pessoas de todas as regiões mostra que 7 em cada 10 entrevistados já realizaram ou consideram realizar algum procedimento odontológico por motivos estéticos. Entre os mais citados aparecem as facetas ou lentes de contato dental (27,9%), a aplicação de toxina botulínica (23,6%) e o preenchimento facial (22,4%), números que reforçam o espaço da Odontologia no cuidado com a estética do sorriso e da face e ajudam a entender por que tais dúvidas vêm ganhando tanta força.

“Seja na prescrição de medicamentos ou nos procedimentos estéticos, a segurança do paciente começa por escolhas conscientes: um profissional qualificado, produtos de procedência comprovada e um atendimento bem documentado”, pontua Samuel Oh. “A tecnologia tem um papel importante nesse processo, ao tornar cada etapa do cuidado mais organizada e transparente. Como parceira do cirurgião-dentista, a Dental Speed segue acompanhando essa evolução de perto, oferecendo produtos, soluções e informação para uma Odontologia cada vez mais segura”, finaliza.

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