Jovem é enforcada e morta pelo namorado

Em apenas um mês, de agosto a setembro de 2021, a operação “Maria da Penha”, deflagrada pela Secretária de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) no Pará, resultou em 2.897 chamadas pelo Centro Integrado de Operações (CIOp) 190, envolvendo informações de mulheres vítimas de violência. Mais de 918 inquéritos foram abertos em relação à violência doméstica e familiar contra a mulher, além de 717 prisões preventivas decretadas. Houve também 24 mandados de prisão efetivados e 36 por descumprimento de medidas protetivas de urgência.

A operação ‘Maria da Penha’ foi pensada e executada para dar prioridade para crimes cometidos contra a mulher, enquadrando feminicídio, lesão corporal, ameaça, estupro e descumprimento de medida protetiva e medida protetiva de urgência.

Nesta segunda-feira (27), outro caso de feminicidio foi registrado pelas autoridades da Policia Militar no município de Anapu, sudoeste paraense. O namorado da vítima foi preso, em flagrante, após matar a namorada na frente das filhas dela. O crime gerou comoção e revolta entre parentes, amigos e moradores da região.

A vítima foi identificada como Joseane do Nascimento, de 23 anos. Ela teria sido agredida e enforcada até a morte pelo companheiro, após uma discussão que teria sido motivada por ciúmes.

Segundo testemunhas, após uma discussão do casal em uma festa, Joseane deixou o local e foi para casa sozinha. Horas depois, o suspeito, identificado como Ricardo Campos da Silva, deixou a festa e foi visto durante a manhã saindo da casa da vítima.

Uma testemunha contou que o acusado trancou o portão e foi embora e, minutos depois, as crianças começaram a gritar. Ao entrarem na residência, as testemunhas encontraram Joseane enforcada com um lençol.

A Polícia Militar foi acionada e iniciou as buscas pelo acusado na região. Horas depois, Ricardo foi localizado e preso pelos agentes em uma comunidade rural. Ele foi levado para a delegacia, onde está a disposição da justiça.

O corpo de Josiane foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) e, após passar pelo exame de necropsia, será entregue aos familiares para o sepultamento.

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