quinta-feira, outubro 22, 2026
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Polícia de SP faz operação contra comércio de bebidas falsificadas

Equipes da Secretaria da Fazenda, Vigilância Sanitária e Abrabe participam da ação que investiga adulteração, irregularidades fiscais e armazenamento inadequado de bebidas alcoólicas

A Polícia Civil, por meio do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), deflagrou nesta quinta-feira (22) uma operação para combater o comércio de bebidas falsificadas. As investigações identificaram uma distribuidora, localizada em Guarulhos, na Grande São Paulo, que seria a responsável por fornecer esses produtos irregulares a diversos comércios.

A ação, coordenada pela 3ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG), mobiliza 30 policiais civis, além de servidores da Secretaria da Fazenda Estadual e da Vigilância Sanitária e peritos da Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe).

As equipes cumprem mandado de busca e apreensão em um galpão industrial na estrada Velha de Guarulhos, no bairro São Miguel. No local, os agentes vão verificar a procedência dos produtos, possíveis sinais de falsificação e as condições sanitárias de armazenamento. A operação também busca identificar irregularidades fiscais e possíveis crimes contra a saúde pública e a propriedade industrial.

“Nosso trabalho é identificar quem está por trás desse tipo de comércio e interromper a circulação de bebidas de origem irregular. A atuação integrada permite verificar não apenas a procedência dos produtos, mas também as condições em que são armazenados e comercializados, protegendo a saúde do consumidor e combatendo práticas ilegais”, afirmou o delegado Fernando David, da 3ª DIG.

As investigações identificaram indícios de que o estabelecimento movimentava grandes quantidades de bebidas com notas fiscais suspeitas. Os levantamentos também apontaram inconsistências nos registros da empresa, que podem indicar o uso de um terceiro como responsável formal pelo negócio para ocultar quem realmente controla as atividades.

Segundo as apurações, o suposto operador seria um empresário condenado pela Justiça de Minas Gerais por crimes tributários, lavagem de dinheiro e ocultação de bens. Ele também teria sido alvo de órgãos de fiscalização em outubro de 2025, por suspeita de envolvimento com adulteração de bebidas com metanol.

A ação segue em andamento.

fOTO: ssp

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