O Me Too Brasil lança, em 9 de setembro, na Unibes Cultural, em São Paulo, seu Comitê Judaico. O grupo nasce com a proposta de incorporar as vivências das mulheres judias e a memória coletiva do povo judeu aos debates sobre direitos humanos.
À frente do Comitê está a pedagoga, escritora e investigadora em direitos humanos Ana Beatriz Prudente Alckmin, embaixadora do Me Too Brasil para a comunidade judaica e para pautas climáticas. A formação reúne profissionais do Direito, da mediação de conflitos e da assistência social.
“Queremos que o Comitê seja um espaço permanente de escuta, produção de conhecimento e atuação. As mulheres judias vivem realidades diversas, atravessadas por fatores como gênero, pertencimento religioso, origem étnica e racismo. Compreender como esses aspectos se cruzam é fundamental para enfrentar formas de exclusão e violência que ainda são pouco debatidas”, afirma Ana Beatriz.
Essas discussões devem resultar na produção de pareceres e artigos, no assessoramento ao Me Too Brasil e na realização de encontros sobre temas de interesse público. Em processos ligados aos direitos humanos, o Comitê poderá ainda participar como amicus curiae, o chamado “amigo da Corte”, contribuindo com informações e argumentos técnicos para a análise dos casos.
Formação reúne diferentes áreas
Na vice-presidência está a advogada Lena Barcessat, especialista em Direito Constitucional e Direito do Estado. Após uma trajetória de 25 anos como advogada da União, ela atua como diretora cultural da B’nai B’rith. Judia sefaradi de origem marroquina, Lena pertence à comunidade judaica de Belém do Pará.
Também integram o grupo Sylvia Steiner, ex-juíza do Tribunal Penal Internacional e responsável pela área de Direito Internacional Penal, e Daniel Leom Bialski, que ocupa a cadeira de Direito Penal Brasileiro.
A mediação de conflitos e a Justiça Restaurativa ficam sob a condução da advogada Joyce R. Markovits. A área de Assistência Social fica com Suzete Suslik Zylbersztejn, que trabalhou por 30 anos na Vara de Execuções Penais com penas alternativas.
“O Comitê terá uma composição majoritariamente judaica e feminina, mas também contará com homens e colaboradores não judeus. A diversidade de áreas e trajetórias nos ajudará a transformar memória histórica e experiência social em conhecimento técnico para prevenir violações e proteger direitos”, afirma Ana Beatriz.
Lançamento do Comitê Judaico do Me Too no Brasil
Data: 9 de setembro de 2026
Local: Unibes Cultural, São Paulo
Horário e inscrições: a confirmar
Participantes do comitê:
- Ana Beatriz Prudente Alckmin — Presidente do Comitê Judaico do Me Too Brasil; embaixadora do Me Too Brasil para a comunidade judaica e para pautas climáticas.
- Lena Barcessat — Vice-presidente; advogada especialista em Direito Constitucional e Direito do Estado.
- Sylvia Steiner — Responsável pela área de Direito Internacional Penal; ex-juíza do Tribunal Penal Internacional.
- Daniel Leom Bialski — Responsável pela área de Direito Penal Brasileiro.
- Joyce R. Markovits — Responsável pela área de Mediação de Conflitos e Justiça Restaurativa.
- Suzete Suslik Zylbersztejn — Responsável pela área de Assistência Social.
Sobre Ana Beatriz Prudente Alckmin
Ana Beatriz Prudente Alckmin é pedagoga formada pela Universidade de São Paulo, escritora e autora do romance Ela, Sua Gata e Tel Aviv. É diretora de Educação da B’nai B’rith Brasil, organização judaica voltada aos direitos humanos, à educação e ao diálogo inter-religioso, e presidente da Zerah Platform, projeto dedicado a direitos humanos, mudanças climáticas e identidade mizrahi. Também é embaixadora da African Jewish Alliance, coalizão internacional formada por africanos e judeus que chama a atenção para a violência extremista no continente africano; do Me Too Brasil, organização de apoio a vítimas de violência sexual; e da Confederação Israelita do Brasil, entidade de representação da comunidade judaica brasileira. Com mais de 100 mil seguidores no Instagram, publica conteúdos sobre cultura judaica, educação e direitos humanos.
